sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Review: Mafalda 1


Mafalda 1
Mafalda 1 by Quino

My rating: 4 of 5 stars



Os primórdios da célebre Mafalda... tão bom :)

Confesso que quando era mais novo fugia um pouco desta BD a preto e branco, mas hoje em dia adoro o traço e a crítica mordaz à sociedade.



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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Review: The Bone Season


The Bone Season
The Bone Season by Samantha Shannon

My rating: 5 of 5 stars



Bom! Muito bom! Complexo, o universo criado por [a:Samantha Shannon|5830526|Samantha Shannon|https://d.gr-assets.com/authors/1363981396p2/5830526.jpg], cheio de referências ao sobrenatural, ao mundo dos espíritos, segundo uma catalogação própria em que o facto de estar em Inglês também não ajuda a tornar as coisas mais fáceis naquela fase inicial do livro. Muitas expressões e palavras novas a assimilar aos poucos.

Mas, repito, muito bom. É extremamente original, o universo de Scion. Uma sociedade onde os que têm uma sensibilidade ao paranormal são estigmatizados, perseguidos, capturados, mortos... e, de tempos a tempos, nas Bone Season, transportados para Sheol I - uma cidade penal sui generis.

O livro coloca-nos em contacto com os 7 níveis de sensibilidade ao aether, ou ao mundo espírita. Desde aqueles com menor sensibilidade aos Oracles ou Dreamwalkers. É nesta última categoria que se enquadra Paige Mahoney, a protagonista desta história na primeira pessoa, já com duas sequelas anunciadas. Esta característica dá-lhe um aspecto intimista e detalhado e, aos poucos, vamos construindo o perfil e percebendo o porquê de determinadas atitudes de Paige.

Mais não conto para evitar spoilers.

Um livro muito, muito interessante, pleno de originalidade e com uma temática que primeiro se estranha (e de que maneira, com tantas palavras inventadas lá pelo meio!), mas depois se entranha e devora.

Venham mais da autora!



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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Review: The 5th Wave


The 5th Wave
The 5th Wave by Rick Yancey

My rating: 3 of 5 stars



O livro tinha algum hype, pelo que lhe peguei já algo condicionado. É um daqueles livros que parecem escritos já a pensar no cinema - que já foi, aliás, confirmado. O ritmo é bastante rápido, a acção decorre na primeira pessoa sob vários pontos de vista, sendo a Cassie a personagem principal em torno do qual tudo roda. Está escrito de forma muito cativante e apelativa, com os momentos introspectivos a permitirem definir as personagens e com um universo distópico extremamente tenso e plausível, constantemente a deixar-nos a querer saber mais. O conceito da invasão extraterrestre dividida em vagas está bem explicado e encaixa muito bem, sendo quase óbvia a progressão. Até aqui, excelente. Aliás, li-o em 2 ou 3 dias.

Só não tem nota mais alta por causa de alguns pecados... o número reduzidíssimo de personagens, o facto de ser bastante curto e de completar o círculo e terminar de forma quase adolescente... e é pena, ver uma premissa tão bem lançada para o que poderia ser um épico de sci-fi de terror e sobrevivência ser despachada em modo filme de domingo à tarde para toda a família. Há mais livros que completarão a série e tenciono lê-los também, e guardarei a esperança secreta de ver isto adensar-se mais e crescer, tirando partido da história que dá para desenvolver, em vez de focar tudo em 2 ou 3 personagens e desatar a apontar ao fim à primeira oportunidade.





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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Review: The King's Buccaneer


The King's Buccaneer
The King's Buccaneer by Raymond E. Feist

My rating: 4 of 5 stars



Compôs-se. Mesmo. Se o primeiro desta série desiludiu e se as primeiras 90 páginas deste se arrastaram em meandros pouco interessantes, certo é que, daí para a frente, o livro adquire um ritmo e uma história extremamente cativantes.

Feist parece arriscar em terrenos mais maduros, deixando de parte alguma "inocência" que vinha dos livros d'O Mago, e o resultado é aprazível. Boas sequências de acção, bons twists e novas personagens a manterem-me agarrado às últimas centenas de páginas de forma ávida.

Aponto o dedo um pouco ao sem-número de romances que parecem forçados para tentar "casar" quase todas as personagens em idade casadoira. Era escusado. E reafirmo a lentidão exasperante do início. Tirando isso, leitura impecável, mesmo para quem não tenha lido o anterior.

Recomenda-se.



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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Review: Cibola Burn


Cibola Burn
Cibola Burn by James S.A. Corey

My rating: 5 of 5 stars



Cada vez mais convertido a este Corey. Mais um livro fabuloso sobre a condição humana em ambiente Sci-Fi, a fazer lembrar um Battlestar Gallactica.

Numa altura em que novas fronteiras foram abolidas e um sem-número de possibilidades se desenrola, incluindo a hipótese de novos planetas para colonizar e explorar economicamente, o debate surge em torno de um planeta - o primeiro. Entre os refugiados que o chamaram de casa e as politiquices que atribuíram os direitos de exploração comercial desse planeta a uma grande empresa, ninguém parece saber ao certo quem tem direito a quê e, perante todo um novo universo, a humanidade vê-se em conflito por uma porção de terra nesse primeiro planeta. Uma gota de água num oceano... e lá, claro, o Homem luta e mata e morre.

Perfeita a história, o ritmo e o desenvolvimento das personagens ao longo desta série de livros de Corey. Como sempre, a deixar água na boca para o próximo e para a prometida estreia na televisão.



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domingo, 22 de junho de 2014

Review: O Príncipe Herdeiro


O Príncipe Herdeiro
O Príncipe Herdeiro by Raymond E. Feist

My rating: 3 of 5 stars



Raymond Feist diz que este não é dos seus livros preferidos. Que nunca ficou à imagem daquilo que ele pretendia dele. Percebo-o. Está bem longe do nível dos anteriores d'O Mago, faltando-lhe profundidade, desenvolvimento das personagens, acção...

Não é um mau livro, mas é muito morno, pelo que se arrastou pelas minhas mãos até o terminar.



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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Review: Abaddon's Gate


Abaddon's Gate
Abaddon's Gate by James S.A. Corey

My rating: 5 of 5 stars



O terceiro volume da saga The Expanse - o que fica feio na prateleira, por ser bem maior que os anteriores - é tão bom quanto os anteriores. Mais denso, mais complexo do ponto de vista político e antropológico, a fazer lembrar um [b:Dune|234225|Dune (Dune Chronicles, #1)|Frank Herbert|https://d202m5krfqbpi5.cloudfront.net/books/1389569143s/234225.jpg|3634639] ou o BattleStar Gallactica.

O título é adequadíssimo, os portões de Abaddon. A humanidade e as suas três facções (não, não são os Atreides, os Ordos e os Harkonnen) vêem-se ante uma extensão do poder da protomolécula e vêem-se forçados a ultrapassar as suas diferenças e conflitos e a decidir o que poderá ou não ser o melhor para o futuro da raça humana.

A teologia aparece aqui também como tema marcante e aglutinante da humanidade, e a sua capacidade de mover as pessoas e de moldar as mentes é explorada e ilustrada, nomeadamente com a personagem Anna que surge aqui pela primeira vez.

É de lamentar que não se tenha dado seguimento a outras personagens dos livros anteriores - à excepção de Miller. A história teria ganho em continuidade e interesse. Bobbie ou Avasarala poderiam ter aqui dado um ar da sua graça e o livro ganharia com isso.

No geral, um livro para os fãs da série que não desilude, acrescentando ao universo do The Expanse conteúdo que dará ainda - espera-se - pano para mangas nos livros futuros.



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sábado, 29 de março de 2014

Review: Caliban's War


Caliban's War
Caliban's War by James S.A. Corey

My rating: 5 of 5 stars



A sequela, mais completa, mais profunda, mais trabalhada, para o Leviathan Wakes. A protomolécula permanece uma ameaça e a obra centra-se na natureza humana e na forma como, mesmo perante uma ameaça, a humanidade se divide em quezílias inúteis.

A adição de novas personagens e a estratégia de contar a história sob o ponto de vista das mesmas resulta na perfeição, e cria-se uma ligação entre o leitor e as mesmas que o mantém agarrado ao livro.

A acção desenrola-se em crescendo, numa espiral de intrigas políticas, de investigação eticamente questionável e sob a permanente ameaça da protomolécula. O final, esse, é um cliffhanger de deixar água na boca para o próximo livro da série.



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quinta-feira, 13 de março de 2014

Review: Leviathan Wakes


Leviathan Wakes
Leviathan Wakes by James S.A. Corey

My rating: 5 of 5 stars



Wow! Just... Wow! Quando peguei nist, seguindo a sugestão da Goodreads, realmente apetecia-me algo de diferente, longe dos romances, da fantasia épica, do terror, do pós-apocalíptico, do distópico. Um Sci-fi. Um Space Opera. Na mouche!

Desenganem-se os que esperam um livro quadradão, com extraterrestres aos tiros e raios laser para a frente e para trás. Isto é muito mais que isso. É policial, é thriller, é ficção científica, é terror, é romance... e é BOM. Muito bom!

A história é-nos contada pelos olhos de Miller, um polícia decadente, e Holden, um oficial numa nave de recolha de água (é o melhor que o consigo resumir sem spoilers!) e vai evoluindo de conspiração em conspiração, de evento em evento, de forma agradavelmente surpreendente. O autor (ou melhor, os autores) submergem-nos na experiência da viagem espacial, desde as preocupações com o ar e a água à reacção às acelerações. E a história, essa, fala-nos bem mais da natureza humana do que propriamente de extraterrestres - embora... emboraaaa.....

O ritmo é o ideal. Nada de demasiadamente descritivo, embora por vezes se recorra a isso como forma de fazer notar o tempo passado em determinada viagem ou tarefa, e mesmo aqui, usado de forma adequada, para ir pintando o quadro geral do mundo em que a história se insere. De resto, as batalhas são bem narradas e fazem-nos querer ver isto num ecrã, o que, aliás, já está a ser alinhavado!

Recomenda-se. Vivamente. A ponto de ter já pegado no 2º livro da série.



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sábado, 1 de março de 2014

Review: The Passage


The Passage
The Passage by Justin Cronin

My rating: 5 of 5 stars



Isto foi uma surpresa sob vários aspectos. Sabia que era tido como um bom livro. Pela sinopse pareceu-me do meu agrado. Mas eu não sou grande apreciador de coisas com vampiros. Não aqueles clássicos e muito menos os que brilham e usam maquilhagem à la Twilight. Mas isto... isto é qualquer coisa.

O livro está dividido em 2 livros distintos com um hiato de quase 100 anos. A primeira parte fala-nos de Amy, da sua vida atribulada e das origens da praga viral que viria a dizimar a raça humana (e quase tudo de sangue quente, diga-se).

O segundo livro coloca-nos 100 anos à frente, num ambiente distópico, numa colónia isolada num mundo repleto de virais. Pode parecer pouco - e não vou aprofundar muito mais para não desvendar muito do livro a quem ainda não o tenha lido - mas está muito bem escrito, num ritmo adequado, com personagens bem caracterizadas, com as arestas muito, muito bem polidas, e, dentro do tema "vampiros", sendo aquilo que não se esperava: original. A forma como os virais se comportam, como agem, como se movimentam, está engendrada com mestria. Com interesse. Com suspense. Nunca se sabe muito bem o que virá no capítulo seguinte, mas sabe-se que vem coisa boa de ler. E é essa a grande surpresa deste livro. Não caiu nos lugares comuns - antes, parece gozar um pouco com eles, como quando temos os sobreviventes a verem um filme do Drácula - e criou um mundo à parte, misturando poderes sobrenaturais com biologia e deixando no ar ainda espaço para puro mistério, pelo menos por enquanto.

Muito bom. E deixa-me ansioso pelo segundo e terceiro livros da saga.



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